Você sabe quem foi Charles Worth? Esse importante nome da moda foi imortalizado como o precursor dos vestidos de festa, além de ter sido o primeiro a dar um atendimento personalizado neste tipo de confecção.

Charles Worth viveu no século XIX, e se hoje o mundo está repleto de estilistas – ou personal stylists – é graças ao trabalho desse homem inovador, que, sem dúvidas, esteve à frente do seu tempo.

Charles Worth

Imagem:Fashion Bubbles

 

Antes de Worth, o trabalho personalizado na moda – voltado, principalmente, para vestidos – funcionava da seguinte forma: as moças e senhoras que precisavam de uma peça estilizada recebiam em casa costureiras que, de regra, apenas obedeciam às clientes. O que acontecia era justamente a continuação do mesmo, sem ousadias ou, sequer, mínimas novidades.

Com Worth, tudo mudou! Além de receber as clientes em seu ateliê, era ele quem ditava a moda. Ele foi o grande nome na criação dos vestidos da Princesa Metternich, da Áustria, além de ter sido referência na confecção de costume da Imperatriz Eugénie, esposa de Napoleão III. Também teria feito inúmeras crinolinas – armações usadas sob as saias para dar volume – que ficaram muito famosas e se perpetuam em obras de arte espalhadas pelo mundo.

Propaganda é a alma do negócio

O pai dos vestidos de festa era, certamente, um gênio da moda e já sabia, naquele tempo, que fazer boa divulgação de suas criações era essencial.

Por isso mesmo é que Charles Worth investia bastante em sua própria imagem: mantinha o bigode sempre bem aparado e mantinha uma postura séria, transmitindo assim bastante confiança para suas clientes.

Assim como fez as crinolinas, fez os bustles, que são as armações que ficavam na parte de trás dos vestidos. Ele também adicionou o uso de flores e de outros adornos, incluindo arcos bem grandes.

Todas essas novidades foram sendo aprimoradas com o tempo e fizeram tanto as mulheres de época como as mulheres atuais se tornarem muito mais belas, principalmente em ocasiões formais.

Vários dos vestidos feitos por Worth, entre eles uma série de peças muito chamativa desenhada em 1865, se sobressaíram em termos de ousadia e criatividade. Vale destacar a crinolina cuja inspiração foi o Egito. Essa peça deu muito no que falar.

 Longas empreitadas para Worth

Apesar de talentoso, o sucesso não veio antes de muito trabalho. O pai dos vestidos de festa começou sua atuação em uma empresa de tecidos, xales e roupas padronizadas. Depois de ganhar espaço para realizar suas próprias criações, conseguiu emplacar duas exposições que mudariam o rumo de sua vida: a Exposição de Londres, no ano de 1851; e a Exposição Universal de Paris, logo depois, em 1855. Foram esses novos ventos que trouxeram a oportunidade de abrir o próprio negócio, em 1858.

O caminho do sucesso

Paris estava sob o comando do Segundo Império, época de Napoleão III, quando o estilista se aproveitou definitivamente do clima de revitalização da cidade.

Não só isso, entretanto, influenciou o sucesso do mais novo ditador da moda. Foi o bom momento econômico da França que abriu espaço definitivamente para o consumo de itens de luxo, entre eles roupas da moda.

Como a alta costura já marcava território nos ambientes de poder – principalmente ao redor de Napoleão III –, sua esposa, a Imperatriz Eugénie, foi fundamental para que o sucesso de Charles Worth se consolidasse. Como dizemos hoje, Eugénie foi uma cliente fidelizadíssima de Charles Worth.

 Como era o estilo de Charles Worth?

O pai dos vestidos de festa se tornou notável pelo luxo, algo que nunca mais saiu de moda. Ele escolhia tecidos diferenciados para criar suas peças e trabalhava com diversos adornos chamativos, com elementos novos, além de ajustes distintos em seu design.

Foi assim que surgiu a House of Worth. Criadora de um tipo de moda personalizada, essa casa de alta costura, contudo, não deixou de atender ao grande público. Oferecia assim designs variados, que eram apresentados aos potenciais clientes em desfiles ao vivo. Talvez você nem imaginasse isso, mas os disputados desfiles de hoje já eram “o” evento da moda naquele tempo.

Como acontece hoje também em muitos desfiles – não os da semana de moda, é claro – caso gostassem do que viam, as clientes poderiam separá-los e, depois, recebiam um modelo feito com suas próprias medidas.

O título de “pai da alta costura” e “pai dos vestidos de festa” teria sido resultado mais de propaganda do que do próprio modo de trabalho, uma vez que diversos designers de vestido usavam o mesmo método, porém, não se promoviam de forma tão eficiente como Charles Worth.

Em 1870, o costureiro já figurava como um popular criador, com clientes que estavam bem distantes do centro de poder da França, e seu nome era citado com frequência por revistas e jornais da época.

Os clássicos atuais

Para aproveitar o momento, que tal conhecer alguns vestidos de festa que estão fazendo o maior sucesso na atualidade?

Vestido Encanto

O Vestido Encanto, da Dolps, é elegantíssimo e muito bem trabalhado em todos os detalhes. Uma peça feita para a mulher que quer marcar presença.

vestido bordado encanto dolps

Vestido Cristal

Mais uma sugestão para quem deseja ser o centro das atenções é o Vestido Cristal. Todo bordado à mão, é uma peça trabalhada milimetricamente para transbordar elegância e sofisticação. Esse modelo de vestido longo é ideal para ocasiões mais chiques, que exigem algo mais clássico e sofisticado.

Vestido Sereia Cristal Dolps

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